02 de Abril2015 Audição da Sociedade Portuguesa de Oncologia na Comissão Parlamentar para a Saúde sobre “Adiamento de cirurgias oncológicas”, no dia 1 de Abril de 2015


No que diz respeito à audição da Comissão Parlamentar para a Saúde requerida pela Senhora Deputada Luísa Salgueiro do Partido Socialista sobre "o adiamento de cirurgias oncológicas”, que teve lugar no dia 1 de Abril de 2015 pelas 11h00, a Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), representada pela sua atual Presidente, Dra. Gabriela Sousa, Dr. Joaquim Abreu de Sousa Presidente da Assembleia Geral e pelo Dr. Ricardo da Luz Presidente do Conselho Fiscal, vem através deste comunicado dar conta da sua posição. A audiência teve início com uma exposição da SPO de dados oficiais relativos à situação atual do tratamento do Cancro em Portugal. Um conjunto de dados sobre a oncologia que justificam a preocupação dos profissionais de saúde.

Para consulta da exposição da SPO, clique aqui.
Para melhor informação sobre a audiência, disponibilizamos a gravação integral para consulta.

Para consulta da gravação da audiência, clique aqui.

A Sociedade Portuguesa de Oncologia manifestou a sua preocupação com o estado atual do tratamento do cancro em Portugal, nomeadamente:
1.    Demonstrando que as instituições de saúde estão no limite das suas capacidades, quer ao nível dos meios técnicos, quer ao nível dos recursos humanos, colocando em risco o tratamento atempado dos doentes, e mesmo a saúde dos profissionais.

2.    Alertando para o problema de suborçamentação das doenças oncológicas, já que estas estão no topo das preocupações dos Portugueses com a Saúde, nomeadamente no que respeita ao financiamento dos fármacos anti-neoplásicos orais e à comparticipação dos fármacos com Autorização de Introdução no Mercado (AIM).

3.    À necessidade de estabelecer uma rede de cuidados diferenciados ao doente oncológico, quer em termos de cuidados paliativos/apoio domiciliário, quer aos sobreviventes de cancro.

4.    Relativamente à prevenção a SPO defende que deve ser reforçada a prevenção primária, com programas de "Educação para a Saúde” de forma a serem evitados os fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento do cancro. Os programas de rastreio são fundamentais, mas também é fundamental que os serviços públicos tenham condições para dar seguimento aos casos rastreados e tratar os doentes atempadamente.

Para concluir reforçamos que a SPO é uma Associação Médica, de caráter científico, sem fins lucrativos que, no âmbito das suas atividades, colabora com Instituições públicas e privadas, vocacionadas na luta contra o cancro. Nesse sentido a SPO continuará disponível para todas as ações que visem melhorar a qualidade da Oncologia em Portugal proporcionando o tratamento mais adequado aos doentes oncológicos.

Sociedade Portuguesa de Oncologia
2 de Abril de 2015